CFTV é a sigla utilizada para Circuito Fechado de TV. Na prática, é o sistema de monitoramento de um determinado ambiente, que tem a sua estrutura básica formada por câmeras conectadas a um gerenciador de imagens, o qual possibilita tanto monitoramento em tempo real quanto a gravação e gerenciamento dos registros captados por essas câmeras, que precisam estar posicionadas corretamente para maior eficiência do sistema implementado.


Em meio à esse cenário, percebemos que estamos cercados por tecnologia. Não somente ao acordar e ligar a TV num noticiário ou poder checar as últimas novidades pelo celular, mas também por estar sendo monitorado em todo o tempo, seja por câmeras espalhadas por toda a parte da cidade, seja por registros feitos para os sites enquanto você navega pela internet. Porém, o que nos cerca por trás de toda informação que chega até a nós é a
forma que isso é feito.


Nesse contexto, iniciamos a falar do mundo analógico e do digital. É um assunto muito amplo, com conceitos gerais e aplicações diversas. Teoricamente, um sinal (fenômeno físico que transporta informação — modelado por uma função matemática) é dito digital quando amostrado no domínio (normalmente, o tempo) e quantizado no contradomínio, deixando de ser contínuo (analógico) e tornando-se discreto em ambos os casos — digital. Tal procedimento é feito de modo a atender às condições do Teorema de Nyquist, para que não haja perda de informação.


No mundo do CFTV, onde este embasamento teórico seria evidenciado em nosso cotidiano? Como equipamento essencial em um sistema de monitoramento, encontram-se as câmeras, os cabos e os gerenciadores de imagem. Estes, são escolhidos com base proposta a ser desenvolvida para o cliente. A forma que eles funcionam são fatores importantes a serem considerados.

Precisamos começar com a câmera. Uma analógica, tem a imagem formada por linhas e utiliza cabo coaxial para o sinal (analógico) a ser transmitido até o DVR que digitalizará essa imagem. A questão importante aparece ao entender este sinal analógico estará mais sujeito à interferências em sua transmissão, ainda que o cabo seja composto por um dielétrico que busca amenizar interferências externas na propagação do sinal. Em contrapartida, uma câmera digital (IP) tem suas imagens formadas por pixels e já digitaliza a imagem antes de enviá-la ao NVR (gerenciador de imagem que funciona somente com câmeras IP’s) por meio do cabo UTP (também conhecido como cabo de rede). Como consequência desse avanço na transmissão, o sinal já digitalizado será menos sujeito à interferências externas e chegará ao destino com maior qualidade.

Parece, então, que as câmeras analógicas nunca mais serão utilizadas em um sistema de monitoramento. É bem verdade que o mundo digital se encaminha a ganhar cada vez mais espaço, contudo, existem maneiras de se utilizar um sistema de CFTV com equipamentos analógicos de qualidade sem que o resultado final fique ruim. Uma alternativa para a transmissão do sinal de uma câmera que não seja digital, ou seja, que não digitaliza a imagem antes da transmissão, seria utilizar o Balun de Vídeo, que faz essa conversão do cabo coaxial para par trançado (UTP) com o propósito de realizar a transmissão possibilitando que o sinal esteja menos sujeito à interferências externas. E isso é ainda mais vantajoso quando as câmeras estão bastante afastadas do gerenciador de imagens.


As variáveis em um projeto não param por aí, por isso, caso você tenha notado a necessidade de implementar um serviço de CFTV, mediante à importância do monitoramento e gravação das imagens, ou tenha percebido que seu sistema precisa ser aperfeiçoado, entre em contato conosco. Teremos o prazer de te atender e buscaremo com dedicação a sua satisfação.


Por Matheus Henrique, Analista de Engenharia da SmartTel Jr.

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